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segunda-feira, 13 de junho de 2011

erasmo de rotterdam disse "cavalo"

compraria e pagaria só pela dentadura por pura birra do ditado; aí eu cavalgaria uma dentadura superfaturada num invólucro de cavalo bem rápido pelo mundo no pocotó, pocotó, pocotó de um samba antigo, cantando em inglês pra que o meu cavalo de herói que agora eu era não me deixasse cantando sozinho mundo a fora.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

("inútil")


da inutilidade de insistir no erro; da submissão: manhã final sem feliz.


- a tua necessidade do meu inútil me constrange, marcos. para com essa merda de comensalismo, de viver do meu resto. te ergue, homem... te ergue! meu lixo não pode ser capaz de te dar plenitude. me esquece, marcos. morre, marcos: que saco! tá, vive pra lembrar de mim, então, mas me poupa; vá cantar odes à tua estátua da minha sucata longe da minha cama. que tipo de vida, criatura... nadando em chorume jurando que borbulha porque é champagne. acorda, meu bem. acorda, toma teu café e some sem ler o jornal. por favor e obrigada.

- amém.

terça-feira, 11 de maio de 2010

(e ele disse "seja")

quanto mais imperativo - seja! -, mais inoperante - que eu não sou...



seja o que eu não sou quando quero mas não consigo ser, e quando consigo, mas tenho preguiça de sê-lo. seja o que eu sempre fui pra que eu não seja sozinho: ou seja, seja comigo. seja pra mim? seja pra nós, por nós. seja até que ser perca o sentido já que eu não preciso do teu sentido pra ser... e, quando precisar, seja meu sentido sem deixar de ser o teu, pra que tenha sentido ser preciso.

seja o que for sem nunca ser por ser. que seje...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

(ele disse "conurbação")


desenfreada, molhada, puxando o tapete do morro, reviravoltando tudinho: todinhos.
a nuvem, injustiçada, chora e o choro lava o morro que já não é mais morro. lava quem o ex-morro não fez questão de pegar para si mas não conseguiu desviar. que triste!

morro-nuvem-leva-lava.

e a conurbação de - falta de - pensamento, de prejulgamento, de alienação sociopolítica, culpa a nuvem.



que chora, chora, chora...

terça-feira, 6 de abril de 2010

(ele disse "oblíquo" - já sem trema - de dia, "livre" de noite. ôquei, oblíquo sem trema de dia e livre de noite)


da física, grandeza escalar - exemplo: são 12 horas.
da física, grandeza vetorial - exemplo: deslocamento de 12 metros, diagonal para a direita, para cima.

ou algo mais ou menos assim.


minha liberdade é insuportável mas tomara não incorrigivelmente de uma grandeza no mínimo vetorial: quanto?, pra que lado?, em que sentido?.
escalar é melhor. escalar; simples.
escalar: pra cima. livre e pra cima é melhor. livre, pra cima, na obliquidade que quiser, por que quiser. de dia e de noite. é... melhor.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

(bunda...ele me disse bunda. oquêi, bunda.)

meu pai conheceu minha mãe pela bunda - ou mais ou menos isso. não tenho por que esmiuçar o como, mas foi sem perversão, só acaso.

na pior das hipóteses, é um objetivo: "se tudo der errado, eu ainda tenho a bunda a encontrar". todo mundo é movido por alguma coisa: ficar rico, jesus voltar, uma bunda.

concluo, então, que procuro pela minha bunda. não a minha própria bunda, mas a minha bunda - que não é a minha bunda, sabe?