ela era como se fosse um resquício; um início -
mal acabado, como se fosse o coração do par que ama mais que o do lado.
ela era como se fosse si, um mi que não estava - um sol sem dó, sem pena nem nota.
ela era como se fosse um você, um eu que não está aqui - e não vive em mim.
ela era como se fosse tudo, só que ao contrário.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
erasmo de rotterdam disse "cavalo"
compraria e pagaria só pela dentadura por pura birra do ditado; aí eu cavalgaria uma dentadura superfaturada num invólucro de cavalo bem rápido pelo mundo no pocotó, pocotó, pocotó de um samba antigo, cantando em inglês pra que o meu cavalo de herói que agora eu era não me deixasse cantando sozinho mundo a fora.
compraria e pagaria só pela dentadura por pura birra do ditado; aí eu cavalgaria uma dentadura superfaturada num invólucro de cavalo bem rápido pelo mundo no pocotó, pocotó, pocotó de um samba antigo, cantando em inglês pra que o meu cavalo de herói que agora eu era não me deixasse cantando sozinho mundo a fora.
domingo, 12 de junho de 2011
esse lirismo desse eu intrometido, que insiste em não sair, estraga tudo. carrega palavras com sentimentos de líquidos que não são sangue, e palavras embriagadas jorram fortes levando uma parte grande demais do todo. e esse pedaço, vomitado um pouco sem querer, dá espaço ao vazio pesado no estômago - o companheiro dos arrependidos e dos envergonhados.
terça-feira, 7 de junho de 2011
ofereci a ti o meu melhor. a fração mais perfeita do mais lindo em mim. toda a boniteza ao meu redor. e tu me engoliste sem notar, no canto do prato redondo de louça barata, o pedaço duro da minha feiúra. e ela foi só o que me restou.
o bom de mim benfazendo em outro corpo enquanto o meu pior dissolvia-me em mim. meio liqüefeita, meio decomposta, mas ainda eu, me ofereço numa incansável utopia ácida de uma certeza que, como tu, me dói na língua e, diferente de ti, não me abandona.
mas, amor, é diferente. ainda te me ofereço, mas toda: bem e mal. a oferta – pegar ou largar! - é um par de mim.
…e bate o martelo.
late update: "se fores bater o martelo, bata com força, que é pra ele(a) se incomodar com o barulho que a tua alma faz" - um anônimo fazendo bonitamente sentido.
o bom de mim benfazendo em outro corpo enquanto o meu pior dissolvia-me em mim. meio liqüefeita, meio decomposta, mas ainda eu, me ofereço numa incansável utopia ácida de uma certeza que, como tu, me dói na língua e, diferente de ti, não me abandona.
mas, amor, é diferente. ainda te me ofereço, mas toda: bem e mal. a oferta – pegar ou largar! - é um par de mim.
…e bate o martelo.
late update: "se fores bater o martelo, bata com força, que é pra ele(a) se incomodar com o barulho que a tua alma faz" - um anônimo fazendo bonitamente sentido.
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