domingo, 12 de junho de 2011

esse lirismo desse eu intrometido, que insiste em não sair, estraga tudo. carrega palavras com sentimentos de líquidos que não são sangue, e palavras embriagadas jorram fortes levando uma parte grande demais do todo. e esse pedaço, vomitado um pouco sem querer, dá espaço ao vazio pesado no estômago - o companheiro dos arrependidos e dos envergonhados.

2 comentários:

Eu disse...

Que pedido genuíno de desculpas a ti mesma...O uísque é testemunha da tua empreitada, mas não vai atenuar a pena que tu vai te impor. Falar o que não se deve não é crime se não há alguém querido a ser alvejado...nem que seja a ti própria.

Preencha o estômago com a razão...que é mais prática e lúcida nas horas de breu.

ana disse...

mais uma vez: não sou eu. mas enfim:

só não concordo com a idéia de "o que não se deve" e esse é o foco. quem decide o que se deve ou não? temos a idéia pré-fabricada do que se deve e do proibido a se fazer pra ir pro céu com os anjinhos. esse é o dever de outros que viveram antes de nós, não o nosso.